domingo, 3 de julho de 2011

Causa mortis


Telefone ocupado,
linha cruzada,
voz silenciada,
caixa postal lotada,
quota extrapolada,
carta extraviada,
endereço errado,
telegrama atrasado,
jornal não veiculado,
mensagem desviada,
garrafa naufragada,
tambor calado,
livro inacabado,
disco arranhado,
energia cortada,
ferrolho trancado,
ônibus lotado,
voo cancelado,
trem descarrilhado,
pneu esvaziado,
estrada bloqueada,
atalho obstado,
mapa rasgado,
bússola quebrada,
validade expirada,
erro não calculado,
confiança ludibriada,
alma espatifada,
amor terminado,
caso encerrado.

12 comentários:

Valença disse...

É prá não deixar a menor dúvida:
fim da linha, fogueira apagada, mágoa sufocada, porteira fechada, carta devolvida, email apagado, conexão cortada...,...,....

Fabrício Franco disse...

Eliane,

... E assim, as coisas vão tendo seu término, pouco a pouco...

Obrigado pela visita & comentário!

Isabela Sales disse...

Ai..que sensação eu tive ao ler esse poema? Mas só por ter me provocado eu gostei, apesar de achar que tudo isso repele Isabelas...

Fabrício Franco disse...

Isabela,

Nem tudo nessa vida tem a polaridade de nos atrair. Vezes há (muitas) que o resultado é o oposto, ainda que não queiramos...

Obrigado pela visita. Volte sempre!

Beijo!

Simone disse...

Estou perdida.

Fabrício Franco disse...

Simone,

Estamos todos...

Van disse...

Fim de linha. Início de trilho que poderá dar em outra estrada.

Todo fim trás em si o potencial de um novo início, abre portas.

Beijos Fabrício!

Fabrício Franco disse...

Van,

Sábias palavras! Que tenhamos portas escancaradas para o que é bom, não?

Beijos e obrigado pela visita e comentário!

Vanessa Souza Moraes disse...

Crash total.

Fabrício Franco disse...

Oi, Vanessa!

... E quantas vezes não é isso que nos acomete (e nos sobra) ao fim do dia?

Beijos, e obrigado pela visita!

Nanda disse...

Para cada fim, um recomeço. Não sei ao certo se é assim, mas espero que seja =)

Fabrício Franco disse...

Nanda,

E será. Somos todos um pouco fênix, não?

 
;