sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bula


Cumpro a sina,
sem dor
nem amargura:
plausível tudo.


20 comentários:

Nanda Melo disse...

Pudera eu.... cumprir a sina de não doer....
Concluo...

Fabrício Franco disse...

Nanda,

A custo de muitos erros, quedas, quizilas, levantadas, tentativas, rompantes, aprendizagens... Hoje, aceitei-me. E tem ficado mais fácil. Há de ficar, para todos. É menos complicado do que se imagina, depois de começado...

Anônimo disse...

Que imagem linda, nossa... vc não sabe se a pessoa tá se lançando pro chão ou pro céu.. mto simbólico, a meu ver é pros dois, se ela cair no chão dessa altura, simbolicamente vai pro céu... Com relação a se aceitar, ainda tenho essa meta =\

Bjs, Lei.

Fabrício Franco disse...

Lei,

Obrigado pela visita. Que alcancemos todos essa meta!

Beijo!

Su Palanti disse...

Imagem que nos fala através das sensações que propõe... Sina? Quem sabe...

Fabrício Franco disse...

Su,

Como escreveu Heidegger: "a linguagem é a clareira do ser". Abramos mais e mais nossas clareiras, para que a luz possa adentrar.

Obrigado, mesmo, pela visita.

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

é... acho que é a melhor escolha para esta 'vida, louca vida'.

[que imagem! pura entrega!]

beso

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

No salto é que nos revelamos para o voo, não é? Deixar-se, mais que se permitir, é remanescer-se. Perdurar é a grande questão. Talvez seja essa a resposta.

Un beso y gracias por su visita. Vuelve a menudo! (Meu espanhol canhestro... rs rs rs)

Anônimo disse...

Inteligente a maneira como você diz experimentar (tolerar com naturalidade?)a VIDA!
...................................
Gosto de seus haikais! Dizem muito, com pouquíssimas palavras!José Paulo Paes(seu"guru",conforme você afirmou em comentário anterior)escreveu: "Conciso? com siso".
Mas é muito bom, também,conhecer sua versatilidade poética:longos ou breves, crie e mostre seus textos, POETA!
Abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Andrea,

Aqui bem tento isso, nesse meu quinhão de vocábulos. Ou como o próprio título do blog diz: um sujeito em meio a uma algaravia de signos e significados.

Abraço, com carinho!

nydia bonetti disse...

Bom ler você também, Fabrício. Tenho andado numa fase "meio muda"; leio vocês em silêncio. Espero que a voz retorne breve... Abraço!

Fabrício Franco disse...

Nydia,

Todos nós temos essa fase - digamos, de crisálida. Certamente, é o tempo exato para as palavras fazerem sentido no torvelinho do peito. Decerto, aguardo seu retorno: sempre é bom ler você.

Abraço!

Flávia disse...

Plausível tudo, e contundente. Gosto de poemas assim, contundentes, feito fôlego.

Beijos

Fabrício Franco disse...

Flávia,

Sabe o que mais gostei no presente do seu comentário? Saber que você também tem nome duplo. Tolo, eu sei, mas bem-vinda ao clube: Fabrício César, ao seu dispor.

Obrigado pelo elogio, querida. Senti-me.

Beijo!

Contradita disse...

Eu não acredito em sina, mas acredito no salto.

E quando ele acontece, os resultados são sempre fortes.

Seja quando a cabeça bate no chão e você aprende lições mais valiosas que essa coisa toda de gravidade.

Seja quando você consegue voar, retirando todo peso do corpo para sentir-se leve e livre, pelo menos até o pouso.

Aliás, imagem perturbadora.

Bjo, com carinho.

Fabrício Franco disse...

Loridane,

Sina há, ainda que a neguemos. Sob a máscara do livre-arbítrio (mal interpretado), temos a ilusão de que tudo está informe, à espera de nós para ter razão. Contudo, somos quem dá sentido ao que está esperando por nós; somos que imprimimos, em coisas e situações e pessoas até, a nossa marca: estamos vivos e influímos. O salto faz parte disso: aquela decisão que sempre esteve lá, por nós. Se sabemos voar, evitando a queda, pousando em segurança, isso sim, é nosso mérito exclusivo.

Beijo, com carinho!

Anônimo disse...

Não sei se existe esse caminhar suave em comunhão com a dor. Sim, porque não creio na sua ausência. Em mim ela é tão presente que é difícil me reconhecer sem ela. Até curto, confesso!! :)

Essa imagem me remete à um texto meu que diz: "Precisamos mesmo desse chão? Precisamos ser concretos quando falamos pelo coração? Não, não precisamos. Se é a alma que grita, se é ela que escorre pelos poros, se é ela que se deita em nossas palavras, que nos equilibremos no etéreo por ela. Em homenagem à ela. "

Beijo, querido! 

Patrícia.

Fabrício Franco disse...

Patrícia,

Com um comentário assim, até o que postei torna-se melhor! Por isso que gosto tanto desse colóquio com quem me lê: faz-se novas interpretações, complementações de leituras. Gostei muito da sua alma "deitando sobre suas palavras". O etéreo ficou mais equilibrado depois disso.

Beijo!

Talita Prates disse...

Nossa, que imagem linda!
Copiei aqui.

Poemeto: certeiro!

Beijo.

Fabrício Franco disse...

Poetisa,

Ficarei no aguardo para ver a imagem num de seus escritos. Preciosidade, avalio desde já (como de sempre).

Beijo!

 
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