terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Destino


Perco-me 
mais e mais,
assaz desatinado
para ter noção alguma
de qual é o norte 
dessa bússola,
indo parar quase
exatamente
onde eu queria
estar.

20 comentários:

Anne Barreto disse...

Simplesmente, gostei!

Fabrício Franco disse...

Anne,

Feliz fico eu, com sua leitura. Obrigado!

Beijo!

Su Palanti disse...

O que é estar perdido?
Onde nos encontramos?
Será que perdidos estamos quando nos encontramos ou nos encontramos quando estamos perdidos?
Fabrício, adoro o que você escreve porque, em geral, descreve o momento que estou vivendo...
Bjusss

Fabrício Franco disse...

Su,

Não tenho respostas para suas questões. Melhor fazê-las minhas, porque precisas.

Beijo (e minha torcida por melhoras)!

Van disse...

Os caminhos que trilhamos são de tanta importância que estar onde se queria é a consequência mais segura daqueles que caminham e se permitem perder-se.

Fabrício,

encontrarmo-nos unívocos na palavra é de uma beleza ímpar e, acho que o fazemos sim.

Um beijo

Fabrício Franco disse...

Van,

Deixemo-nos andar, trilhar nosso percurso, então.

Beijo!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Seu texto fez com que eu cantarolasse algo que adoro (particularmente na voz da Zizi Possi)

"Largar desse cais, ir sem direção
seguir os ventos que clamam por mim (...)
trilhar as estradas que não trilhei
romper as portas trancadas por mim
e assim minhas mãos saberão dos meus pés
e assim renascer, e assim renascer"

Perder o rumo muitas vezes resulta em descobertas incríveis sobre a gente mesmo.

Abraço e até o próximo palpite

Fabrício Franco disse...

Raquel,

Também acho. Muitas vezes, perdição é encontro e quem sabe demais de onde está, na verdade, está prisioneiro da mesmice.

Que venham mais palpites!

Abraço!

Anônimo disse...

Fabrício César,
Encanto-me, novamente, com sua habilidade em escolher a ilustração de seus poemas, MY TEACHER!
...................................E a angústia de sua busca me faz registrar, aqui, (para você), o que Mário de Andrade escreveu numa carta para o jovem poeta Carlos Drummond de Andrade: (...)"é certo que uma pessoa de sua sensibilidade e da sua volúpia de consciência não pode ter a felicidade comum que é feita de insensibilidade e de inconsciência".
Ainda bem que sua bússola o leva "exatamente QUASE onde queria estar"!
VIVER É BUSCAR!
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Anônimo disse...

Concordo muito!! :) Quantas vezes lutamos por alguma coisa muito tempo sem alcançar o sucesso desejado? E um dia, desejo esquecido, vira realidade, sem que demandemos o menor esforço? Escolhemos o caminho mas, inúmeras vezes, o caminho nos escolhe. Quem seria tolo de lutar contra o imponderável? 

Bom dia procê!! S2

Patrícia.

Fabrício Franco disse...

Andrea,

Ao trazer Mário de Andrade (para Drummond, ainda mais!) aos comentários, você só me honra ainda mais. Obrigado!

Abraço, com carinho!

Fabrício Franco disse...

Patrícia,

Não eu, por certo. Que os seus sejam os caminhos mais divertidos, sempre!

Bons dias, 'procê' também!

Nanda disse...

Já notou que sempre relaciono seus escritos a alguma outra obra? Desta vez, ao ler, lembrei do filme 'Só você', com Robert Downey Jr. e Marisa Tomei e aquela incrível música do Skank: Vou deixar, a vida me levar; pra onde ela quiser...

Fabrício Franco disse...

Nanda,

O bom é estar relacionado com obras tão boas. Gosto tanto do Skank quanto de Marisa & Robert (foi uma boa lembrança, vou tentar rever esse filme).

Obrigado pela visita! Abraço!

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

por sorte [?], quase exatamente é melhor do que não ir a lugar algum...

muito bom!

beijo

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

Concordo, em absoluto. Melhor estar movendo do que parado. Quem está vivo, flui.

Bom ter sua visita por aqui.

Beijo!

D.J. Dicks disse...

quem nunca perdeu sua bussola

Fabrício Franco disse...

D.J.,

Obrigado pela visita, antes de mais nada. E sim, quem nunca perdeu seu norte, para logo se achar à oeste dali?

Fernanda Fraga disse...

Também fico nesse devagar por aí, hora o vento me trás de volta, ora ele me deixa por aí.
Abraço

Fabrício Franco disse...

Fernanda,

Vezes há que é melhor içar as velas e deixar que ele, vento, nos guie. Talvez ele saiba, melhor que nós, o rumo a seguir, não é?

Abraço!

 
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