quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mônada



Caminho em espirais
rumo a lugar algum.
Tenho meus compromissos

moldados na lentidão,
sem os velhos embustes
que me venham por ajuda.

Tenho essas reticências
que se alastram.
Eu aguardo.

Mas o que é essa vigília,
se no final das contas
o que almejo é o termo

do desvelo e precisamente
no meio desse tempo
é onde me espreita

o significado das coisas?

20 comentários:

Su Palanti disse...

O Tempo é o Senhor de todas as Perguntas e todas as Respostas... Vida!!
Adoro te visitar.
Bjusss

Fabrício Franco disse...

Su,

Há dias onde o inquérito parece ser bem maior, e o tempo, guardião das respostas, parece negar-nos o direito de saber. Haja paciência!

Beijo e obrigado pela visita!

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

parece que nossos passos rumaram a um lugar [em] comum hoje.

ah, o significado das coisas... desse eu venho me desencontrando.

abraço

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

Convergir é um dos verbos que mais aprecio... Duas ou mais pessoas, num mesmo destino, podem interpretar melhor o que há de significante ali (e durante a trajetória pessoal de cada um, que ganha outro sentido).

Abraço, com meu agradecimento pela visita!

Van disse...

Estou aqui pensando no significado...

eu não sei, não sei não

melhor assim, pois...

como diz a música do Teatro Mágico, "querer descobrir o segredo das coisas é queres saber demais"...

Achei maravilhoso seu poema e um espetáculo a imagem. Nenhuma novidade por aqui, né? Tudo sempre muito belo e significativo.

Beijos

Fabrício Franco disse...

Oi, Van!

Mas não é saber de tudo. É saber, no quinhão do instante que me cabe, o tanto exato para mitigar a dúvida.

As novidades estão nos textos, já que a forma está consolidada (pelo menos, por enquanto).

Obrigado por passar por aqui!

Beijo!

Contradita disse...

Penso que deveríamos pontuar a vida com menos reticências.

Depois lembro que se fosse fácil finalizar ciclos, perderíamos o chamado amadurecimento.

Quanto ao tempo, aliado, inimigo, interrogação.

Folha em branco, sem respostas, sem dicas.

Precisamos absorvê-lo, enquanto ele nos consome.

Na verdade, somos nós tão cheios de dúvidas, medos e paixões que fornecemos respostas ao tempo.

Que tipo de coisas estamos ensinando?

As imagens sempre perfeitas por aqui.

Bjão

Fabrício Franco disse...

Lory,

Sempre achei que uma pergunta ativa pode nos guiar melhor do que uma resposta acabada.

O que estamos ensinando?

Vou pensar a respeito. Mais.

Beijo!

Will Carvalho disse...

Algumas vezes acho que uma boa dose de esperança é a unica coisa que precisamos. Será que tudo é dúvida?

"Que nos entendamos como poeta"

Gosto de quem/que me faz pensar.

Anônimo disse...

"MÔNADA"-sic!(A escolha das palavras; a busca dos signos linguísticos!)- sua idiossincrasia, POETA! ( que admiro e, sem ciúmes, invejo!)
...................................
Não compartilho todos os princípios filosóficos de Leibnitz.
Mas gosto deste conceito:"A alma humana é uma mônada e DEUS é, ao mesmo tempo, a mônada mínima e máxima, porque tudo vem DELE".
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Will,

A única verdade que existe é que sempre vai existir dúvida. Quiçá a poesia nos redima, trazendo-nos, se não a resposta, um temporário conforto que nos tire a atenção da angústia de precisar saber.

Abraço, meu caro!

Fabrício Franco disse...

Andrea,

O bom de ter você como interlocutora é que, mesmo num exíguo espaço como esse, eu tenho a oportunidade de aprender. Quer coisa melhor?

Leibniz. Não foi nele que me inspirei quando do título, mas sim, na prosaica definição biológica. Contudo, texto feito e completo, acho que o conceito leibniziano até que se aplica.

Novamente, obrigado pela leitura atenta.

Abraço!

Anônimo disse...

E o veredicto final é sempre dela, da palavra. Quando brotam, o conforto nos entedia; quando faltam, no silêncio de sua melhor face, nos mortifica! E não é essa 'morte' nosso maior estímulo desde os primórdios?

Bom poder estar aqui sempre! S2

Beijo.

Patrícia

Fabrício Franco disse...

Patrícia,

Ainda que não concorde integralmente com sua ideia, preciso concordar: que imagem belíssima. O conforto das palavras não me entedia, contudo. Acho que precisamos dele para descansar de tanta dúvida. No mais, você tem razão, essa 'petit mort' é nosso gatilho para novas buscas pelo texto.

Beijo!

Van disse...

Ei Fabrício,

eu quis dizer que "maravilhoso" não é nenhuma novidade por aqui, tudo é sempre maravilhoso, texto, imagem forma. Agora, novidade tem todo dia, cada poema um ganho, um toque, um aprendizado.

Beijos, querido!

Fabrício Franco disse...

Van,

Entendido, minha cara. Bom saber que é esse um lugar onde as idas e vindas dos amigos generosos me brindam com sua leitura. Obrigado por fazer parte desse rol.

Beijo!!

Anônimo disse...

Acordei hoje completamente sonada. O domingo eh passarinho cantando e poesia em seu blog. Adorei ler logo cedo... Eh como se o sonho ainda estivesse em mim.
Parabéns, Fabris. Bj,
Diana Coy

Fabrício Franco disse...

D.Coy,

Bom saber que a combinação tempo livre do domingo e natureza benéfica faz justo contraponto ao que escrevo. Obrigado pela leitura gentil, caríssima.

Beijo!

Talita Prates disse...

................................!

O significado das coisas é .............................

Muito bom, poeta!

Um beijo.

Tá.

Fabrício Franco disse...

Poetisa,

O significado do que fazemos não é justamente esse buscar?

Obrigado pela visita!

Beijo!

 
;