sexta-feira, 23 de março de 2012

Riacho


24 comentários:

Anônimo disse...

Desse mal padeço bem. E o que não sei esperar, torna-se o retalho que depois não consigo coser, por faltar espaço na minha colcha sempre mal acabada por ser feita de vida vivida às pressas. 

Anseio por tudo e esse tudo se vai aos borbotões. 

Canto carinho, pedaço macio dessa rede virtual. Amo muito estar aqui. 

Ah, gostei tanto que roubei e postei no tweegram! 

Beijo, 

Patricia

Talita Prates disse...

Odeio ansiedade
Prefiro ficar triste a ansiosa, crês?

Um beijo, caro!

Fabrício Franco disse...

Patrícia,

Reutilizando sua metáfora da colcha, eu lhe pergunto: e se for nossa vida senão a faina de coser um 'patchwork' (ou como dizem no Nordeste, um fuxico) desses retalhos todos, compondo o mosaico final, único a cada um? Pressa nunca foi sinônimo de satisfação garantida (muito ao contrário). Lentidão, também não. Cabe-nos achar o meio termo, aquele que nos permite ir junto com o grupo, usufruindo de tudo que podemos...

Quanto ao tweegram, sou ignorante em relação a essa tecnologia. Vi o resultado, contudo, e gostei.

Beijo!

Fabrício Franco disse...

Talita,

Sou partidário dessa opinião, também. Ansiedade causa-me muito mais danos que a tristeza.

Beijo!

Su Palanti disse...

Falando da velha ansiedade
Lembrei do rio e de sua crueldade
Que leva as ideias com saciedade
Tirando dos nossos pensamentos a justa divindade...

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Ansiedade-riacho é mesmo coisa estranha... No seu leito, estimula, embeleza, umedece, fertiliza. Mas quando se avoluma! Ai, ai, ai... Arrasta, corta, arranca, soterra, assombra. Quando retorna o volume normal, transformada a paisagem está, esculpiram-se vales onde havia serras... Tarefa árdua é conter a fúria das águas...

Até mais

Fabrício Franco disse...

Su,

Grande barato isso, o poema-comentário! Gostei muito!

Beijos!

Fabrício Franco disse...

Raquel,

A transformação da paisagem pelas águas da ansiedade é danosa, feito aquela causada pelas chuvas do início de ano, que soterra, demole, irrompe. Nesse caso, prefiro a secura: pelo menos, nela, podemos buscar uma alternativa e umedecer de ideias o que nos falta.

Inté!

Anne Barreto disse...

Sei bem quão grande é a força dessas águas...

Fabrício Franco disse...

Anne,

Aprendamos com os castores: vamos construir diques. :)

Beijo!

carla disse...

Ansiedade é uma dor que não se ve por fora mas por dentro doi e muito

beijo e bom fim de semana

Carla Granja
http://paixoeseencantos.blogs.sapo.pt/

Clarissa disse...

Convivo com a ansiedade desde que me entendo por gente.A diferença é que hj a controlo.Pois, sei que tenho outras forças que me levam a diante e não me tiram o ar.A ansiedade está em mim,mas eu não estou nela.

Fabrício Franco disse...

Carla,

... Dói mesmo. Melhor deixar fluir tais águas para outro lugr.

Beijo!

Fabrício Franco disse...

Clarissa,

Adorei saber. "A ansiedade está em mim, mas eu não estou nela". Uma frase digna de ser transformada em bordão.

Beijo e obrigado pela visita!

Anônimo disse...

PROFISSIONAL DA PALAVRA, você descreveu muito bem a metáfora da ansiedade!
..................................
Tenho exercitado, com frequência a "descontração do cérebro"( como disse Gilberto Gil). Assim, evito o meu naufrágio nesse RIACHO...
E tento me convencer de que ansiedade é previsão de situações desagradáveis, reais ou NÃO!!!
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Andrea,

Então, agora, virou um tipo de "Madame Zoraida", aquela que, através de prenúncios diversos (bola de cristal? cartas? movimento das aves no céu?) adivinha o futuro? Creio que haja formas - ainda não explicadas totalmente - de estarmos conectados com o mundo além de nossa mera percepção áudio-tato-paladar-olfato-visual, mas não creio que a ansiedade seja uma forma honesta e imparcial de fazer isso.

Que a canção de Gil seja sua trilha sonora cotidiana!

Abraço, com imenso carinho!

Van disse...

Oi Fabrício,

o mal dos dias atuais, o querer fazer riachos se transformarem em bacias inteiras da noite para o dia, esgarçando as margens e não alimentando o curso.

Beijo

Fabrício Franco disse...

Van,

E no rebojo das águas, vamos sendo levados, sabendo ou não nadar...

Beijo!

Nanda disse...

Meu nome é ansiedade; seja na alegria ou na preocupação; a mente viaja e elabora zilhões de teorias, possibilidades...

Fabrício Franco disse...

Nanda,

Então, suas águas são tão revoltas quanto um mar em dia de tempestade. Como faz para singrar de uma margem à outra, sem acidentes?

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

um riacho que corre para o mar...
[e, às vezes, mar de lágrimas]

beijo

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

... Cabe a nós fazer um dique e represar essas águas revoltas.

Beijo!

Will Carvalho disse...

Eis um oponente que tem meu respeito.

Fabrício Franco disse...

Will,

Mais do que um oponente, a ansiedade pode ser um tutor. Ensina-nos a evitar os excessos de zelo, o egoísmo exacerbado, a pressa improdutiva.

Aprendo muito com ela. Evitando-a, sempre que posso.

Abraço!

 
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