segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A lição do labirinto


Não me fio 
na linha que percorro
: me busco e me perco
sem mapa mundi,
nas longitudes de mim.

Minhas trilhas,
traçadas em passos,
são histórias
dos meus descaminhos.


10 comentários:

Su Palanti disse...

"Histórias dos meus descaminhos"... Adorei isso inclusive porque sinto o mesmo...
Bjusss

Fabrício Franco disse...

Suzana,

Andamos precisando de bússolas, não?

Beijo!

Anônimo disse...

Permita-me a reiteração: sua poesia é para nós, leitores, o diálogo com os pontos de interrogação que a vida nos apresenta.
Expressivas, também, as imagens postadas para a ilustração dos textos! ( Percebo aí, o COMUNICADOR que veio das Minas Gerais, com raízes na FAFICH / UFMG - "há um quarto de século" - como escreveu você.)
Grande abraço, POETA!
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Andrea,

Fico muito contente com seu elogio. Sinto como se eu tivesse realmente progredido no meu escrever; o juízo de sua leitura é minha melhor medida.

Abraço, com carinho e "sodade"!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Adorei o texto. Descaminhos podem gerar descobertas espetaculares (perdoe-me; penso que já escrevi algo parecido).
Desta vez, vc remeteu-me ao “Fernandinho”

“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...”


Bj

Fabrício Franco disse...

Raquel,

O que mais gosto em seus comentários é o fio poético que você puxa, trazendo textos interessantíssimos de outros poetas. Obrigado! Pessoa é, indubitavelmente, uma referência para mim (assim como Paes, Quintana, Cecília...)

Beijo!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

De nada...
Só vcs, poetas, sabem dizer as mesmas coisas de outro jeito...
Simples assim (pra quem tem dom)...

Bj

Fabrício Franco disse...

Raquel,

Antes eu achava que ser poeta era como ter uma doença congênita, incurável. Ainda não tenho certeza se não é isso, mas - pelo menos - hoje aceito o fardo, com mais galhardia e bom humor.

Beijo!

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

Tão bonito.
Nos nossos descaminhos, nos perdemos para nos achar. Ou tentar...

Beijo, Franco

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

O que importa é estar com nossa bússola com o norte correto. O trajeto é sempre melhor para quem sabe para onde vai, não é?

Obrigado pela visita e comentário.

Beijo!

 
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