sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Identidade,
Impermanência,
Inquietude
16
comentários
Da estratégia da fênix
Disparei o coração
na fluência do tráfego,
bem na hora do rush.
Lancei meu sorriso aos pombos,
numa dessas tardes de domingo.
Dissolvi oração e silêncio
nos braços constelados de carências.
Crivei o olhar de canções tristes
e me alastrei sobre nostalgia.
Mas não se engane comigo,
rasgo o invólucro. Deslindo-me:
é só a minha punção de mártir
em busca de um outro
passatempo para o corpo.
Escrito por
Fabrício César Franco
Eu sou o punhal e a ferida,
eu sou o sopro e o gesto,
suspeitados no imprevisto
de um cálculo de probabilidades.
No fio da navalha
entre o orgasmo e as lágrimas.
Estou compartimentado
nos sete fôlegos do espelho,
nos milímetros do rosto,
no silêncio
transbordado por instantes,
alinhando a palavra
na álgebra do momento.
Desmorono, permaneço,
edifico e me desfaço.
Gigoloteando frases alheias:
“yo sólo quiero que me lleves”.
Escrito por
Fabrício César Franco
Assinar:
Postagens (Atom)






- Follow Us on Twitter!
- "Join Us on Facebook!
- RSS
Contact