Graciosa e escultural
mente preparada.
Astúcia da beleza,
superlativa e única.
Prodígio extra
ordinário feito.
Não tenho manual, receita ou fórmula, não tenho senso nem siso. Eu não me equaciono, nem sou preciso.
A estrada se estende,
quilômetro após quilômetro,
chegando a lugar algum.
O poema é alvenaria
: implausível ereção
de castelos, engenharia
reversa, o desfazer
da forma para engendrar
sentidos – uma leitura.
O poema é percurso
: jornada por sendas incógnitas,
paisagem movediça, extravio
de rumos, inventário de quimeras
degredadas e anistiadas –
rasura e reescrita
no mesmo apoucado espaço.
Construção e caminho,
o poema é passagem.
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