)
do Diário do Confinamento
(
Entrementes, no quebranto das notícias,
o extermínio galopante, implacável.
A fatura cruel de eleições sinistras
no recenseamento do luto inviável.
Sem adeus nas covas a granel,
a ferida fica aberta, inexplicável.
A morte virou estatística,
um desmazelo indesculpável.
Perdemos vidas, não cifras,
e não há planilha que nos seja razoável.
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