sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ossos do ofício (ou o porquê de escrever)


Não há indicações de frases 
em lugar algum,
nenhuma senha, 

nenhuma passagem
a outros lugares onde 

a linguagem se faz
presente. Contudo 

sou simplesmente
uma pessoa 

matizada de palavras. 
Tudo há
de ser possível no escrito. 

E as palavras carecem
de ser despertas de seu sono de dicionários.



16 comentários:

Unknown disse...

Gostei demais.

Anônimo disse...


Poeta,

Admiro, entre outras coisas, essa sua capacidade de pegar as palavras que estão paradinhas nos dicionários, ganhando poeira e caindo no esquecimento,e dar a elas uma nova vida, múltiplas interpretações e aplicações.

Beijos.,
Indi

Fabrício César Franco disse...

Júlio,

Obrigado pela visita. Que haja ânimo para vir mais vezes!

Abraço!

Fabrício César Franco disse...

Indi,

É essa mania que me faz botar as ideias no papel. Recuperar as palavras semiesquecidas, trazê-las à tona novamente... É nesse resgate que eu vejo minha poesia nascendo.

Beijo grande e obrigado pela visita!

Anônimo disse...

Caríssimo POETA,
Aproveite o "matiz"das palavras que há em você.
Assim fazem seus "companheiros, no ofício de escrever". Reitero, aqui, o que já lhe envie; lembra-se?
"PALAVRA, PALAVRA
(DIGO EXASPERADO),
SE ME DESAFIAS,
ACEITO O COMBATE!"
(de Carlos Drummond de Andrade, in: "O LUTADOR")
Meu abraço, com admiração,
Andrea Marcondes

Fabrício César Franco disse...

Andrea, caríssima,

Ser "companheiro de ofício" de Drummond é quase me comparar a um estagiário de um grande escritório de arquitetura, tendo o Itabirano como criador-mor e eu, mero arquivista de projetos. Mas fico feliz em saber que estou na mesma senda, e que, quem sabe?, um dia, algo que eu escreva possa ter alguma relevância.

Abraço, com carinho e "sodade".

Raquel Sales disse...

Poeta,

como diria nosso amigo Drummond
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los."

Tirar as palavras desse marasmo é habilidade pra poucos como vc.
Abraço e boa semana...

Fabrício César Franco disse...

Raquel,

E novamente tenho a honra de ter Drummond citado. Obrigado!

Abraço, com carinho!!

Nanda disse...

As palavras precisam ser sentidas, vividas - e nada melhor que um bom escrito para nos despertar sonhos, emoções, experiências... :)

Fabrício César Franco disse...

Nanda,

Assim o é!

Obrigado pela visita, sempre!

Abraço!

Rafaela Figueiredo disse...

Hoje comecei a ler um livro, q tinha uma epígrafe linda (como tudo) de JCMN, e a q texto teu texto me remeteu; vou deixar compartilhado:

"Escrever é estar no extremo/de si mesmo, e quem está/assim se exercendo nessa/nudez, a mais que há,/ tem pudor de que outros vejam/ o que deve haver de esgar,/ de tiques, de gestos falhos,/ de pouco espetacular/ na torta visão de uma alma/ no pleno estertor de criar."

Bjo, poeta!
Que eu me inspire..

Fabrício César Franco disse...

Rafaela, caríssima,

Obrigado pela visita. Sentia sua falta. Por onde andava? Cadê seus textos?

Obrigado, sobretudo, pela citação de Cabral de Melo Neto. De ler e reler, várias vezes, até que a força da poesia nos adentre, de vez.

Beijo!

Rafaela Figueiredo disse...

Acho q é isso, Franco.. Eu não devia separar os universos nem deixar q a poesia se limite. Então vou culpar as obrigações msm.. Fora a falta q um computador faz.. u_u rs
Mas estou tentando produzir pro livro q tenho em mente (acho q já comentei). E espero q conclua.

Beijos

Fabrício César Franco disse...

Rafaela,

Que as obrigações tragam inspiração para novos escritos. E, principalmente, que estes escritos coalesçam num livro, em breve.

Beijos!

Renata de Aragão Lopes disse...

"Tudo há de ser possível no escrito."

... e como cabe na vida
tudo o que é escrito...

tudo há de ser possível na vida.

=)

Fabrício César Franco disse...

Renata, poetisa,

... Que o traço do escrito se refaça em vida, então. Pois se, como creio, escrever é se vingar da perda, que refaçamos o que nos falta naquilo que escrevemos (criando espaço e verve para que a vida nos surpreenda com o que nos é possível).

Beijo e obrigado pela visita.

 
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