terça-feira, 12 de abril de 2011

Das suas roupas


É claro que são conchas vazias,
sem esperança de animação.
É claro que são artefatos.

Mesmo se meu irmão
e eu vesti-las ou
se as dermos para outrem,
elas serão sempre
suas roupas sem você,
como seremos, sempre,
seus filhos sem você.


(20 anos sem você...)

14 comentários:

Matheus Matos disse...

A saudade sempre fica....

Valença disse...

Lindo! Lindo! Só entende quem passou, seja há 20 ou há 4 anos, como eu. bj

Anne Barreto disse...

Num tem um botão aqui pra eu clicar, tipo: "Emocionei..."

=)

Fabrício Franco disse...

Matheus,

A saudade, muitas vezes, é a grande autora.

Fabrício Franco disse...

Anne,

Obrigado pela leitura carinhosa e atenta. Beijos!

Fabrício Franco disse...

Eliane,

... O elo da perda é forte o bastante para fazer ecoar mais fundo a saudade, não importa o tempo em que ela tenha acontecido.

Obrigado pela visita!

Beijo!

Anônimo disse...

Conheço e compreendo sua saudade...como conheço!
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Caríssima Andrea,

Abril é um mês repleto de homenagens. Resolveram, em minha família, veja só você, nascer todos num curto espaço de trinta e poucos dias. Fiquei eu, canhestro e sagitariano, pendido no outro lado do calendário... :)

Abraço!

Alicia disse...

Ai...
isso doeu.

Muito.

Fabrício Franco disse...

Alicia,

Parafraseando o título de seu texto de hoje (12/04/2011), também quero incomodar. A dor permeia tudo, não? E vezes sem conta seguimos indolentes, mediados por elixires paregóricos da nossa rotina veloz, compromissos que nos fazem esquecer que ainda dói, e muito. Faço das datas especiais meu momento de reflexão das faltas que algumas pessoas e coisas me fazem. E nunca é indolor.

Obrigado pela visita.

Will Carvalho disse...

Sempre dando uma dóse de vida, até quando fala de morte.

Fabrício Franco disse...

Will,

... Não foi fácil. A falta ainda marca muito.

Anônimo disse...

Poeta,

Impossível conter a emoção. Transbordou pelos olhos. Sinto muito pela sua perda e nem posso imaginar quão dolorida é a ausência. Apesar de não ser religiosa, acredito que a jornada não acaba aqui, e que , de algum lugar, ele está olhando pra você e se sentindo muito orgulhoso do filho ,ou melhor, da família que deixou e protegendo todos vocês.

Beijos,

Indie

Fabrício César Franco disse...

Indi,

Obrigado pelo comentário, tantos anos depois da postagem original. E sobretudo, pelas palavras de incentivo, de carinho. Sim: que a vida segue, sob a égide de quem nos gosta.

Beijos!

 
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