sábado, 17 de março de 2012

Quimera


Encontrei uma rosa em seus olhos,
um oceano em seus lábios.

Só que a rosa
virou ferida.
E o oceano, 

sede e suor.

34 comentários:

Anônimo disse...

Fabrício... Raro. Gostei muito. Sucesso, sempre!
D.Coy

Anônimo disse...

Estava eu a caminhar num azedume hoje que você não tem ideia. Aí chego e me deparo com tanta beleza que começo a adoçar. :)

Amei mesmo. O poema, a imagem, o amor e o abandono. Por que abandono? É o que eu sinto quando o vinho que me embriaga vira vinagre. É o que eu sinto quando sapos bem vestidos - não acredito em príncipes - voltam a trajar seus andrajos. É o que sinto quando vejo a ferida na rosa e provo uma gota do mar.

Bom te ler. Obrigada por me tirar de um lugar feio que eu estava hoje. (pelo menos por ora... rs)

Beijo!

Patricia.

Su Palanti disse...

Quimera... como descrever uma imagem em duas versões? Uma é linda e verdadeira... A outra é uma mentira. Vou torcer para que você encontre um oceano de paz nestes olhos e uma rosa vermelha e cheia de promessas naquela boca.
Bjusss

Anônimo disse...

Que lindooo Fabrícioo! Muito perfeito..amei!:) Obrigada sempre pelas lindas palavras que tens o dom de botar pra fora! Bjãoo
Bruna

Nanda Melo disse...

A-d-o-r-e-i. Sério! No pouco, um tanto dito com maestria. Na simplicidade, letras que contornam o complexo.
Repito. A -d-o-r-e-i.

Anônimo disse...

Desencanto só acontece quando já aconteceu um amor. Faz parte do processo amar. Outro virá! ;)

Fabrício Franco disse...

Su,

Encontros e desencontros fazem parte de nossa singradura pelos mares, nesse peregrinar pelos jardins. Talvez não seja eu feito para as ondas ou as rosas não sejam as flores para mim. Praia e begônias, talvez?

Beijo!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Ops! Begônias e as praias??? Cuidado! Também guardam perigos. Nas primeiras, há raízes muito tóxicas, as últimas podem ser varridas por ressacas.
O texto? Forte coisa! Bela alusão às contradições. Apesar de tudo, contradições e paradoxos nos instigam a viver.

bj

P.S.: Diante da sua voracidade para escrever, meu estoque de comentários está se esgotando. rsrsrs

Su Palanti disse...

Lembre-se Fabrício: o Sol brilha para todos, produz sombras da mesma forma... Quem sabe você só não reconheceu a flor ou ainda não sentiu o frescor da água do mar....
Bjuss

Anônimo disse...

Fabrício,
Faço minhas as palavras de Su Palanti. Também torço para que você encontre alguém que lhe ofereça rosas de afeto nos lábios e um oceano de esperança nos olhos. Você merece!
Ah! Gosto muito das imagens que você coloca no blog. Elas são quase um poema à parte.
Abração,
Rôsi

Fabrício Franco disse...

D. Coy,

Fiquei me amargurando aqui na dúvida: raro foi você gostar do que escrevi, ou o meu escrito?

[Obrigado, todavia, pelo incentivo.]

Fabrício Franco disse...

Patrícia,

Que a poesia, toda ela (não só a autoral) possa elevar você do marasmo, da dor, do abatimento. Que seja insumo para novas ideias, estilingue para novos voos, alento para novas aventuras. Que o Logomaquia seja esse lenitivo poético, sempre que você o desejar.

Beijo!

Fabrício Franco disse...

Nanda,

Fico dividido, confesso, com seu comentário. Se por um lado eu fico imensamente feliz por ter uma pegada sua (e elogiosa, que bom!) por aqui, por outro fico entristecido por ser um texto melancólico meu a fazer eco na sua sensibilidade. Será que algum dia um texto meu mais feliz também fará seu gosto? (Assim espero!).

Beijo!

Fabrício Franco disse...

Olá, Anônimo...

Fico algo angustiado ao responder a anônimos. Não sei quem é, então, não há como ser mais caloroso, direto, enfático. Sobra-me então aquelas palavras mais formais, nem tanto adequadas por aqui: 'agradeço muito sua vinda'. Mas volte sempre, apresente-se. E quanto ao amor, é mesmo como você disse: outros virão, como ondas. Uma hora é a nossa.

Abraço!

Fabrício Franco disse...

Bruna,

... Quem agradece a paciência de me escutar e de me ler sou eu.

Beijo grande!

Fabrício Franco disse...

Raquel,

Os escritos remontam de anos, só agora postos a público. Portanto, a vertente é grande; mais virão. Só peço que deixe por aqui suas pegadas, para que eu saiba que tive sua leitura.

Quanto às begônias e às praias, não sabia dos perigos da primeira (gosto do nome e da cor), e das segundas estou já estou sazonado de seus efeitos. Nunca é fácil, mas com cada nova experiência, vamos nos fortalecendo.

Abraço!

Fabrício Franco disse...

Rôsi,

Obrigado pelos votos. Que ambos, todos, encontremos quem nos seja jardim e deságue. Merecemos.

Quanto às imagens, fico agradecido por perceber meu esforço em buscar o melhor contraponto ao texto. Um dos grandes ganhos de um blog, para mim, é isso: poder unir signos vários na busca de um único significado.

Beijo!

Fabrício Franco disse...

Su,

Tive a sorte e a felicidade de, sim!, reconhecer flores e saciar a sede, algumas vezes já. Contudo, essa parte inquieta de mim não tenha me permitido permanecer à sombra do jardim ou ao frescor da laguna. Talvez, seja eu uma jangada fadada a singrar mais mares, ou um colibri a descobrir novas cores florais. Ou, muito provavelmente, esse meu sestro de andarilho ainda não deu lugar ao apaziguamento da da acinesia madura.

Beijo!

Anne Barreto disse...

Incrível como vi boa parte da minha vida nesse post...

...

Aiai...

Fabrício Franco disse...

Anne,

O tempo verbal é propício. Viu. O presente é mesmo isso, uma dádiva. Só saber usar que mar vira rio e rosa torna-se cor. Ou outra flor, menos arisca.

Beijo!

Nanda disse...

Posso ficar só na parte do encontro? Porque o final infeliz realmente nos machuca com seus espinhos! Boa semana.

Van disse...

Um gosto tão próprio da quimera, que chega doce e se dissipa, deixando-nos gosto tão amargo às vezes.

A imagem é absolutamente linda e rimada com a primeira estrofe, talvez seja ela a tornar a segunda parte da leitura, tão cortante e súbita.

Beijos, Fabrício!

Fabrício Franco disse...

Nanda,

Quando nos dão uma, inevitavelmente a outra nos chega. Sem escolhas, sequer.

Abraço!

Fabrício Franco disse...

Van,

Que nossos paladares se acostumem a essa combinação de gostos tão díspares, para que possamos suportar melhor (sem tantas dores) tanta quimera em nossa vida.

Beijos!

Will Carvalho disse...

Daquelas que me deixam suspenso no ar...

Fabrício Franco disse...

Will,

O meu muito obrigado pela visita ao Logomaquia!

Abraço!

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

e, com a natureza da água, a gente se a[pro]funda no olhar...

tão bonito.

[acho que me inspirou! vou ver se me sai algo, dps deste hiato em q me encontro]

beijo

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

Acho que a melhor coisa que um escritor pode ouvir/ler de um leitor é que um texto seu trouxe inspiração para novas composições. Ganhei o dia!

Beijo!

Anônimo disse...

Tá ficando angustiante ler esses últimos textos... tudo muito eu =\

tudo muito contemporâneo...

Fabrício Franco disse...

Caríssima,

E quer paradoxo maior do que saber que este texto tem 20 anos?

Lu disse...

ao ver essa imagem da rosa abandona me vi nela e tive sentimentos que nao da pra descrever assim como a rosa nao o consegue... motivo: dps de longos vintes anos encontrei um amigo o qual estudei da 1° a 8° serie na msm sala... e o nosso reencontro apesar de virtual parecia que foi ontem que dissemos tchau e hj pra minha surpresa ele me excluiu e bloqueou e nao sei pq... estou em pleno abandono me sentindo traida!

Uma parte de mim deixo aki.. desculpa pela falta de virgulas e coisas assim nunca fui muito ligada a portugues! bjo

Fabrício César Franco disse...

Olá, Lu!

Não sei o que levou seu amigo a essa atitude, mas talvez você não deva tomar tudo à ferro e fogo. Muito provavelmente, o que tenha acontecido é um final de ciclo. Tudo termina nessa vida. O mais apropriado, acredito, é você tocar sua vida, aceitando novas pessoas, olhando para o futuro. Sempre há um novo encontro à nossa espera.

Obrigado pela visita!

Lu disse...

bgd' Fabrício!
Suas palavras confortaram meu coração e as lagrimas escorreram dos olhos... e bora aguardar esse recomeço e bola pra frente que atras vem gente!

E sempre estarei aki a visita-lo.. Parabéns pela pessoa linda que vc é!
continue assim a ajudar a todos quantos precisam de uma palavra amiga e que Deus o abençoe sempre!

Fabrício César Franco disse...

Lu,

Que as palavras sejam sempre a nosso favor. Que elas construam pontes, ao invés de derrubá-las.

Seja sempre muito bem-vinda por aqui!

Um abraço!

 
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