domingo, 2 de setembro de 2012

Setembro


Domingo de sol
na cidade vazia:
só eu nas ruas.

10 comentários:

Su Palanti disse...

Minha mãe, em suas sábias palavras, me dizia: "antes só do que mau acompanhado."

Bjuss

Fabrício Franco disse...

Suzana,

A sabedoria materna é implacável!

Um abraço!

Anônimo disse...

Caríssimo POETA,
Que as tardes ensolaradas, às margens do São Francisco, na planura de Petrolina,sejam sempre estímulo à sua POESIA!
...................................
Você me fez lembrar Drummond, quando ele escreveu sobre um domingo "vazio" lá nas Minas Gerais:
"Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo..."
..................................
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício Franco disse...

Caríssima Andrea,

Comparar-me, mesmo que indiretamente, a Drummond é uma honra imensa. Acho que o que há de comum entre ele e eu é essa visão, algo fatalista, do tempo vazio de um domingo de tarde, que aparenta parar as horas, num sustar imaginário da vida (que continua se esvaindo).

Abraço, com carinho!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Setembro é um mês muito especial. Apesar de trazer-me o peso da idade (bem leve, claro rsrsrs), “aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira” (Cecília Meireles). Poda daqui, corta dali... E assim o calor e o estar só tornam-se revigorantes.

Que neste setembro, as flores lhe façam companhia. Inté.

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

e os passos...
e os pensamentos...
e a poesia!!!

:)

beijos

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

Na soma dos três é que eu julgo que o poema se faz melhor.

Obrigado pela visita e comentário!

Um beijo!

Fabrício Franco disse...

Raquel,

Mas não é no corte que o bonsai se revela em sua inteireza? Você só está sendo sábia ao aceitar a lição de Cecília (e da natureza).

Obrigado pela visita e que a primavera lhe traga bons eflúvios!

Abraço!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Bem lembrado. A beleza do bonsai deriva do equilíbrio na poda. A mesma auxina (perdoe o biologuês) que estimula, inibe e volta a estimular... Mistérios da natureza...

Abraço



Fabrício Franco disse...

Raquel,

Obrigado pela breve aula: não sabia que era a auxina que fazia isso.

Outro abraço!

 
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