domingo, 13 de janeiro de 2013

45º à sombra do Equador


Houve uma vez um verão.
Há desta vez um verão.
Haverá outra vez um verão?


Pelo sim, pelo não,
quero sorver o calor
até a última gota.

(Um dos meus primeiros poemas, escrito ainda quando eu era  - bem! - adolescente. 
Sobreviveu às inúmeras tentativas de desprezá-lo de vez; agora, sem retorno).

14 comentários:

Su Palanti disse...

Haverá sempre um verão. O melhor é que um dia ele acaba e dá lugar ao inverno. Graças a Deus!
E você é um poeta magnífico há tanto tempo...
Bjuss

Fabrício César Franco disse...

Oi, Suzana!

Obrigado pela leitura generosa. Eu, de minha parte, sempre gostei dos outonos. A temperatura amena, o ocre das árvores, a promessa de introspecção...

Beijo!

Nanda disse...

Nada contra o calor; mas bem que poderia ser um pouco menos, não?rs - Vivo derretendo! Brincadeiras à parte, pelo visto sempre houve talento! Seu 'cartãolendário' finalmente foi enviado. Um abraço!

Fabrício César Franco disse...

Nanda,

... E nesse nordeste, há bem poucos lugares onde escapamos do calor. O jeito é aproveitar o que ele traz de bom.

Um abraço!

Rafaela Figueiredo disse...

Gostei da sonoridade; a aliteração...
Desconfio de que o verão - só àquela época? - lhe era muito desejável. :)
Eu já não prefiro verão ao inverno ou primavera ou outono. Se não fizer um sol senegalesco nem estiver chovendo mares, fico satisfeitíssima! rs

Beijos

Fabrício César Franco disse...

Rafaela,

No original, a aliteração era ainda maior, sob pena de crivá-lo de clichês. O corte, toda vez, é benéfico.

... E curvo-me à sua observação: nem sol senegalesco, nem mares pluviais.

Um beijo!

Anônimo disse...

POETA,
Outros VERÕES VIRÃO!
O verão está aí! CURTA o momento!
...................................
(Ah! não despreze nenhum de seus escritos!Se precisar eu os arquivo para você!!!)
Grande abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício César Franco disse...

Andrea,

Foi pelo seu "arquivismo" que mantive esse (e mais alguns outros). Contudo, há escritos que não merecem vir à baila. "Escrever é cortar"; às vezes, até o nada.

Abraço, com carinho!

Valença disse...

"Os melhores dias de um verão!
Melhores dias virão?"
Eliana Valença (nem tão adolescente assim...)
bjs

Fabrício César Franco disse...

Eliana,

Gostei muito de sua paráfrase. E nem é preciso ser adolescente cronológico para sê-lo no espírito.

Beijo e obrigado pela visita!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Não costumo contar verões. Conto (literalmente) primaveras. São muitas, bem sei, mas todas, especiais e bem vindas. Que venham muuuiiiiitas primaveras pra mim e outros tantos verões pra você.

Bj

Fabrício César Franco disse...

Raquel,

Gosto dos verões por que sempre caem nas férias! (Ou será que seria o contrário?) rs rs rs

Beijo!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Brigadim pela dica. Acho que vou reconsiderar os verões... Inclusive os verões em julho, na outra metade do mundo... rsrsrsrs...

bj (de novo)

Fabrício César Franco disse...

Raquel,

De nada, oras. É que minha memória emotiva ficou travada nos verões de descanso e lentidão que me fizeram companhia...

Um beijo!

 
;