domingo, 21 de abril de 2013

Imagem



Nada
se fez
de tão
diferente
do que
jamais fora
antes, e
momento
fragílimo,
ainda
assim
torno-me
estranho
como que
por instantes:

dissimílimo.

12 comentários:

Rafaela Figueiredo disse...

Gosto de metalinguagens e metaimagens...

Se somos os mesmos, e ainda assim estranhos, é pq nesse paradoxo está a idiossincrasia humana: esse ser ou não ser...

Bjo

Fabrício César Franco disse...

Poetisa,

... E ainda, esse buscar-nos no que (não)somos para nos encontrarmo-nos outrem, sempre. A alteridade está em nós, aqueles que escrevem, mais do que em qualquer outro, porque nos procuramos coletivos, ainda que falemos em primeira pessoa.

Beijo!

Anônimo disse...

Caríssimo POETA,
Notáveis: o poema, a FORMATAÇÃO, a ilustração.
Mais uma vez, declaro: admiro sua ARTE!
...................................
Ao ler o texto, pensei: quantas vezes me "desconheci" ( interior e exteriormente")...
Permita-me citar Cecília Meireles:
"Se me contemplo,
tantas me vejo,
que não entendo
quem sou, no tempo
do pensamento".
...................................
POETAS são fotógrafos da ALMA!
Meu abraço,
Andrea Marcondes

Fabrício César Franco disse...

Andrea, caríssima:

Citar Cecília é ferir-me fundo, cavando fundo no peito aquela melancolia de ter a Obra Completa dela em mãos e me saber tão pouco diante de tanto talento.

Não nos sabemos, não é mesmo? Permanecemos imagem guardada na retina, na saudade, mas somos tão diferentes, um dia após o outro. Temos as pegadas para guiar os outros sobre nós, o que somos, mas ao mesmo tempo, é só olhar direito, com cuidado, que vemos: há mais peso aqui nesta, menos naquela, quase só o contorno numa outra. E todas apontam para os passos que estamos dando, agora. Somos todos eles? Ou fomos nos tornando ao longo da caminhada?

Meu abraço, com muita "sodade".

Su Palanti disse...

Um paradoxo como tantos que assolam minha vida... qual é a imagem? Qual é o real?
Como sempre sua poesia é impecável.
Bjuss

Fabrício César Franco disse...

Su,

Obrigado pelo elogio. Desconhecer-me é o que tenho feito de melhor...

Abraço e muito grato pela visita!

Raquel Sales disse...

Poeta,

Você revirou uma questão biológica/filosófica profunda. Resta-me apenas botar mais lenha na fogueira das dúvidas. Visão nunca foi coisa do olho e sim invencionice do cérebro... No fim das contas, enganamos a nós mesmos. Ou não???

bj até a próxima divagação...

ps.: divagação, ócio produtivo e comtemplação lúdica muito me aprazem... obrigada por instigá-los


Fabrício César Franco disse...

Raquel,

Gostei da instigação a uma nova pergunta. Se o cérebro inventa que viu, como saber realmente o que somos, caso baseemos nossas impressões no que enxergamos? Somos miragens, não é?

Beijo!

Raquel Sales disse...

Fabrício,

Miragens ou não miragens, eis a questão... Prefiro nem tentar decifrar o enigma... Vai que ele resolve me devorar... rsrsrsr...

Boas divagações...

Fabrício César Franco disse...

Raquel,

Eu não acho que seja uma esfinge. Se tanto, nós somos tal esfinge: o descobrirmo-nos faz-nos devorar a ignorância do que somos, tão somente.

Divaguemos. A função da poesia, em última instância, não é essa?

Nanda disse...

Fiquei 'presa' na imagem... Talvez por estar tentando montar meus próprios quebra-cabeças. Vou ficar te devendo um comentário melhor, mas pode ter certeza que vai me fazer pensar um bocado! Boa semana pra gente.

Fabrício César Franco disse...

Nanda,

Todos os comentários são muito bem-vindos. Obrigado pela visita e dias melhores para todos nós!

Abraço!

 
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