quarta-feira, 16 de abril de 2014

Litogravura


Coreto de concretagem ciclópica,
bancos em dispersão isotrópica.
Sombra, quase que microscópica.
Localidade nem tão misantrópica -
contumacíssimo verde ainda medra
dentre a praça impressa na pedra.


12 comentários:

Anônimo disse...

Poeta,

Nunca paro de me surpreender com sua habilidade de brincar com as palavras, de extrair o melhor delas, seja som, forma ou significado.

Adorei!

Beijo,
Morena

Fabrício César Franco disse...

Morena,

... Eu fico muito grato por sua visita e comentário. Quando comecei a escrever, seriamente, tomei para mim a missão de 'acordar uma palavra do dicionário, por vez'. Tem sido assim, desde então. Nem toda vez consigo o intento, de fazê-la permanecer - insone, insana - mas muito me alegra quando consigo. Como agora.

Beijo, com carinho!

Regina Bittencourt disse...

Precisei abrir o dicionário. Adoro aprender e apreciar as rimas com palavras desconhecidas.
Parabéns pela sua habilidade, poeta!
Abração,

Fabrício César Franco disse...

Regina,

Obrigado pelo esforço desprendido. Espero que tenha valido a pena!

Abraço, com carinho!

Anônimo disse...

Caríssimo POETA,
Desde suas primeiras publicações, sempre me encantei com seu trabalho com os signos linguísticos. Este poema é uma prova de sua ARTE.
..................................
Oportunamente, lembro-me de João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano (autor de "A Educação pela Pedra"/ sic!).Escrevo para você o que foi "dito" para ele:"na arquitetura dos versos, suas palavras têm peso e concreção; têm a consistência e a resistência das pedras".
Grande abraço.
Andrea Marcondes

Fabrício César Franco disse...

Andrea,

Comparar-me, ainda que muito indiretamente, à João Cabral é um imenso elogio. Sou sabedor de que não chego nem perto do corpo da obra dele, meus versos ainda são um tanto o quanto 'tateantes no escuro' (falta-me a luz firme do que ele escreveu). De todo modo, fico muito grato por encontrar similitudes entre minhas palavras e as dele.

Um abraço imenso, com 'sodade'!

Rafaela G. Figueiredo disse...

tem a pontualidade, Franco, da pedra e a delicadeza da natureza [vegetal] em seus meandros poéticos...

um beijo com saudades d'aqui [como estrangeira até de mim]

Fabrício César Franco disse...

Rafaela,

... Senti sua falta. O que há? A vida (dita real, porém tão comum e ordinária na verdade) lhe tomou as rédeas das mãos? Espero que ela não esteja lhe forçando a meandros indesejados.

Obrigado pela visita, mais uma vez!

Beijo!

Raquel Sales disse...

Poeta,

A vida sempre arranja um jeito... mesmo no mais inóspitos dos substratos.
Pena que só os poetas (talvez os biólogos) percebam tamanha maravilha...

Bj grande

Fabrício César Franco disse...

Raquel,

Talvez os biólogos tenham mais a ver com a poesia do que a ciência permita ver.

Beijo, e obrigado pela visita!

Nanda disse...

Esta leitora utópica, filosófica, melancólica e boboca (fail...rsss) queria ter um tantinho deste dom com as palavras...rs

Fabrício César Franco disse...

Nanda,

Seu dom está além das palavras: está no carinho e na atenção com que trata quem tem a felicidade de conhecer você.

Obrigado pela visita!

 
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