
)
do Diário do Confinamento
(
enclausuram-me na usança de todo dia.
Nem por isso pareço compreender melhor
o que eu vivo ou o que se passa:
continuamente cirandado
por preconceitos fósseis,
arrogâncias puídas
e aquela grandiloquência espalhafatosa
(a verborragia alucinada!).
Até que,
exausto do esforço de me insurgir
contra a bruta indiferença do momento,
capitulo frente a escolha que me é dada:
ou lavo a louça que ficou de ontem,
ou passo a roupa que já secou.
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